mercado

Mercado imobiliário 2026: por que as vendas devem acelerar

mercado imobiliário no Brasil começou 2026 com perspectivas positivas, considerando a provável queda na taxa de juros, uma base sólida de crescimento vinda do ano anterior e possibilidade de crescimento no programa Minha Casa Minha Vida.

Nesta reportagem, o Portas vai trazer perspectivas para o mercado(e explicações) para os próximos meses do ano.

O primeiro ponto é que o mercado já parte de um patamar aquecido, mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano. Ao longo de 2025, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, alta de 10,6% em relação a 2024, informou a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). O mercado de imóveis usados também apresentou expansão. Levantamento do CRECISP indicou crescimento de quase 12% nas vendas no estado de São Paulo Para Fabio Gallo, professor de economia da FGV-SP, o setor imobiliário deve ser pensado sempre em três segmentos:

  • 1) o popular, que segundo ele deve continuar muito forte, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida;
  • 2) “O médio padrão é quem tende a sofrer mais devido à sensibilidade à taxa de juro e ao crédito bancário”, diz. O panorama positivo aqui é que o mercado espera início do corte da
  • 3) O segmento de alto padrão, que segue resiliente mesmo com os preços subindo mais do que a inflação.

Crédito imobiliário em 2026: projeções indicam crescimento de 16% no setor

O principal fator que determinará o ritmo de 2026 é o comportamento do crédito imobiliário. De acordo com projeções da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip):

  • O crédito imobiliário pode crescer cerca de 16% em 2026
  • Financiamentos com recursos do SBPE devem avançar aproximadamente 15%
  • Operações com recursos livres (mercado de capitais, CRIs e LCI) tendem a expandir de forma mais acelerada.

A manutenção da Selic em patamar elevado no início de 2026 ainda impõe cautela, mas a expectativa de redução gradual ao longo do ano pode reativar a demanda reprimida, especialmente da classe média.

Estudos do setor indicam que cada ponto percentual de queda na taxa básica pode incluir cerca de 160 mil novas famílias no mercado de financiamento imobiliário, ampliando significativamente o público apto à compra.

Jason Vieira, economista-chefe da Lev Asset Management, acrescenta os fatores fiscal e político à equação. “Isso pode restringir a velocidade do ciclo de cortes de juros, via spreads e confiança, mas como cenário-base, a perspectiva é de viés moderadamente positivo.”

Fonte Portas

Gostou? Compartilhe esta notícia!

Mais notícias